///Rota da Pré-história

Rota da Pré-história

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120 € / Por Viatura
Cromeleque de Vale de Maria do Meio (São Matias) / Cromeleque dos Almendres (Nossa Senhora de Guadalupe) / Anta Grande do Zambujeiro (Valverde) / Anta Capela Nossa Senhora do Livramento (Escoural) / Grutas do Escoural (Escoural) / FINAL (Regresso ao ponto de partida)
NOTA: Esta rota apenas se efectua na Mercedes Vito devido ao mau estado do piso.
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Product Description

Antes de iniciar a ROTA convêm explicar o seguinte:

Cromeleque – É o conjunto de diversos menires agrupados em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculo ou mesmo sem ordem aparente.
São monumentos da pré-história, associados ao culto dos astros e da natureza, considerados um local de rituais religiosos e de encontro tribal.

Menir – A palavra menir foi adotada, através do francês, pelos arqueólogos do século XIX, com base nas palavras do Bretão, significando men = pedra e hir = longa.
Para erigir os seus monumentos, os homens da época pré-histórica provavelmente começaram por levantar uma coluna, em honra de um deus ou de um acontecimento importante, embora a maioria dos historiadores relacionem o seu aparecimento com:
Culto da fecundidade (menir isolado), Marcos territoriais (menir isolado), Orientadores de locais (menires isolados e em linha), Santuários religiosos (menires em círculo).
Esses monumentos pré-históricos eram pedras, cravadas verticalmente no solo, às vezes bastante grandes (megalito, denominado menir).
Pelo peso dessas pedras, algumas com mais de três toneladas, acredita-se que não poderiam ter sido transportadas sem o conhecimento da alavanca.

Dolmen ou Anta – Os dólmens são monumentos megalíticos tumulares colectivos (datados desde o fim do V milénio a.C. até ao fim do III milénio a.C., na Europa, e até ao I milénio, no Extremo Oriente). O nome deriva do Bretão dol = mesa e men = pedra.

Mamoa – É uma colina artificial construída com terra e pedra que servia para cobrir as antas.

A ROTA:

Cromeleque do Vale Maria do Meio – Foi identificado em 1993 e escavado em 1995, constitui, juntamente com os vizinhos cromeleques dos Almendres e da Portela de Mogos, um dos grandes recintos megalíticos da região de Évora, cuja implantação territorial se articula com o megalitismo regional. Integra-se, provavelmente, no contexto crono-cultural correspondente à neolitização do interior alentejano, nos VI-V milénios a.C., sendo que os materiais recolhidos permitem propôr a existência de duas fases construtivas dentro do Neolítico Médio, podendo a mais recente estar relacionada com uma orientação lunar.
Constituído por 34 menires e fragmentos de dimensões distintas, o recinto configura uma planta alongada, com cerca de 37 m de comprimento por 25 m de largura, orientando-se de oeste, onde se concentram os monólitos de maiores dimensões, para este, no sentido do seu eixo maior. Pelo menos dois menires ostentam gravuras (báculo, lua e quadrilátero) com paralelos nos recintos já referidos dos Almendres e da Portela de Mogos.
Apresenta planta e implantação semelhante à do cromeleque dos Almendres, embora com dimensão mais modesta.

Cromeleque dos Almendres – Constituído por dois recintos distintos, edificados entre o final do século VI e o século III a.C., este cromeleque é um dos maiores e mais importantes monumentos megalíticos do mundo, bem mais antigo do que o famoso Stonehenge. No seu apogeu, o conjunto arquitetónico do Cromeleque dos Almendres teria mais de uma centena de monólitos, pedras em granito de tamanhos diversos, dispostas em forma circular ou em elipse. Desta centena, ainda restam noventa e cinco monólitos em perfeito estado de conservação.
O Cromeleque dos Almendres foi erigido em três etapas: os três círculos concêntricos de monólitos em forma ovoide, remontam ao Neolítico Antigo; o recinto com duas elipses irregulares terá sido construído durante o Neolítico Médio; e no Neolítico Final, ambos os recintos terão sido modificados para a forma que mantêm até aos nossos dias.
Apesar dos monólitos terem predominantemente uma forma mais ovóide, existem bastantes megálitos, pedras de proporções maiores, com formatos fálicos. Uma destas pedras alçadas de tamanho descomunal, intimamente ligada com o Cromeleque, embora isolada do mesmo, é o Menir dos Almendres. No Solstício de verão e quando visto do Cromeleque, o Menir dos Almendres aponta ao nascer do sol.
Ainda que a verdadeira função do Cromeleque e do Menir dos Almendres não seja precisa, a forte ligação que ambos têm à agricultura e pastoreio parece ser inegável.
O Menir e várias outras estelas do Cromeleque dos Almendres apresentam decorações em relevo e tamanho natural que também nos remetem para a lavra e a criação de gado. Estas são denominadas de báculos, ou seja, gravuras em forma de cajado de pastor. Outras gravuras predominantes nos menires deste monumento são linhas onduladas e radiais, círculos e covinhas. Os menires estão, atualmente, todos numerados. Os decorados, e por isso imperdíveis, são os 5, 13, 48, 56, 57, 58, 64 e 76.
O Cromeleque dos Almendres foi descoberto em 1964 pelo investigador Henrique Leonor Pina, enquanto fazia o levantamento da Carta Geológica de Portugal.
Imóvel de Interesse Público desde 1974, o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica viu, a 29 de Janeiro de 2015, os seus inquestionáveis méritos arqueológico e científico finalmente reconhecidos, quando o Conselho de Ministros o reclassificou como Monumento Nacional.

Anta Grande do Zambujeiro – É um monumento megalítico de grandes proporções, no seu género um dos maiores da Europa, foi descoberto e escavado pelo Dr. Henrique Leonor Pina nos anos sessenta. Utilizado pelas comunidades agro-pastoris do Neolítico há cerca de 5000 anos como local de enterramento dos seus mortos, cujo espaço serviria igualmente de santuário.
A Anta Grande do Zambujeiro é constituída por uma gigantesca mamoa com mais de 50 metros de diâmetro, que envolve a mesma da câmara poligonal e corredor longo, abrindo em átrio para o exterior. Este templo funerário funcionou como local de cemitérios e de culto.
Da enorme constituição megalítica (no seu género a maior da Europa) afloravam na altura da descoberta as extremidades superiores dos esteios da câmara com cerca de 6 metros de altura e muitas toneladas de peso. O colossal chapéu, então já fracturado e agora removido, jaz a poente da mamoa.
A Anta encontra-se classificada como monumento nacional e o vasto espólio recolhido nas escavações (vasos de cerâmica, contas e adornos de resina, pedras verdes, lâminas e pontas de setas em sílex e cristal de rocha, instrumentos de cobre, ídolos – placas de xisto gravadas, etc.) encontra-se guardado no Museu de Évora.

Anta da Capela de Nossa Senhora do Livramento – Situa-se nas imediações da aldeia de São Brissos.
Esta é uma região com inúmeros vestígios de ocupação humana desde tempos muito remotos, e símbolo disso mesmo é este monumento megalítico, transformado em Capela no século XVII em honra a Nossa Senhora do Livramento.
A câmara do monumento megalítico original, em granito, constitui actualmente o átrio da capela, conservando-se ainda vestígios do corredor, a laje da cobertura e cinco esteios ainda visíveis, embora estejam pintados.
Este interessante Monumento foi até recentemente local privilegiado de romarias e peregrinações. De facto, segundo a tradição, levava-se toda a Segunda-feira de Páscoa borrego assado para degustar depois da missa. Na Quinta-feira da Ascenção juntavam-se grupos de pessoas para merendar.

A Lenda da Senhora do Livramento – Conta a lenda que a Senhora do Livramento e São Brissos tiveram um filho, mas esta foi traída com a Senhora das Neves. Em anos de seca, os locais transportam a imagem de Nossa Senhora do Livramento para a Igreja de São Brissos colocando-a de costas voltadas para o Santo, seu ex-amor, deixando o seu filho na capela.
São as lágrimas que verte por estar longe do seu filho, e perto de quem já não mais ama, que fazem com que chova.

Gruta do Escoural – Descoberta em 1963, através da exploração de mármore na Herdade da Sala, ao encontrar neste espaço diversas ossadas humanas e outros vestígios arqueológicos.
A Gruta do Escoural é o ponto fundamental do sítio arqueológico do Escoural, situada na Herdade da Sala, no bonito concelho Alentejano de Montemor-o-Novo, freguesia de Santiago do Escoural, constituindo mesmo a única caverna conhecida até agora no País com gravuras e pinturas rupestres de animais (cervos e cavalos) datadas do Período Paleolítico Superior.
A Gruta é constituída por várias salas e galerias que serviram populações há cerca de 50 000 anos, que ilustraram o seu interior com cenas do seu quotidiano.
A primeira ocupação remonta ao Paleolítico Médio, quando grupos de caçadores-recolectores neandertalenses utilizaram esta Gruta como abrigo temporário para a caça.
Já durante o Paleolítico Superior (35 000 a 8 000 a.C.), a área é reaproveitada como Santuário, onde são visíveis os vestígios decorativos da Arte Pré-Histórica.
No Período Neolítico (5 000 a.C. a 3 000 a.C.), a Gruta foi transformada em cemitério das comunidades de agricultores e pastores localizadas nos arredores. Estes terão aproveitado as lajes calcárias do exterior da gruta para gravar diversos motivos esquemáticos e animais estilizados, formando um santuário rupestre ao ar livre.
No final deste Período a Gruta é encerrada, sendo o espaço na elevação acima da Gruta habitado por comunidades do Calcolítico (2000 a.C.).

FINAL (Regresso ao ponto de partida)

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