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Rota do Grande Lago

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Reguengos de Monsaraz / São Pedro do Corval / Telheiro / Monsaraz / Mourão / Aldeia da Luz / Póvoa de S. Miguel / Alqueva / Amieira / Portel / FINAL (Regresso ao ponto de partida)
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Reguengos de Monsaraz – Cidade Alentejana, sede de um concelho marcadamente agrícola, sendo célebre sobretudo pela qualidade do vinho produzido nesta região.

A história de Reguengos de Monsaraz confunde-se com a de Monsaraz, uma das aldeias mais importantes do concelho, e das mais bonitas do Alentejo e do País. Esta é uma região de antiga ocupação humana, e nos seus limites encontram-se inúmeros vestígios Paleolíticos que confirmam e existência de culturas de outro tempo. Posteriormente pela região habitaram romanos, visigodos e muçulmanos, tendo sido conquistada aos mouros, em 1167, pelo Rei D. Afonso Henriques.
A natureza circundante é o maior chamariz de Reguengos de Monsaraz, com a paz de espírito característica do Alentejo, existindo, não obstante, diversos pontos de interesse nesta bonita região, como a Igreja de Santo António (século XIX, em estilo neogótico), ou a Herdade do Esporão, e todo o património megalítico encontrado por todo o concelho.
As vinhas circundantes produzem vinhos célebres de grande qualidade, embora a tradição da vinha e de vinho tenha apenas surgido a partir do século XIX (até então as actividade económica centrava-se mais na tecelagem).

De salientar ainda a Igreja Matriz de Santo António com as suas raízes históricas que remontam ao ano de 1887. O projecto foi encomendado ao ilustre arquiteto António José Dias da Silva, autor da Praça de Touros do Campo Pequeno (em Lisboa), que traçou o edifício com o espírito romântico da época gótica-manuelina. Em substituição da antiga ermida de Santo António e continuando a professar ao mesmo santo, a primeira pedra viria a ser lançada no dia 27 de outubro de 1887. No dia 25 de agosto de 1912 procedeu-se, finalmente, à sua inauguração.

São Pedro do Corval – É sobejamente conhecida pelo primeiro centro oleiro do País. De facto, aqui se encontra a maior concentração de artesãos do barro de todo o País, possuindo actualmente cerca de 35 olarias.
Para além da olaria, também o vinho e a agricultura são fonte de ocupação dos habitantes de São Pedro do Corval e arredores. À saída de São Pedro do Corval encontra-se o menir da Rocha dos Namorados constituído por um bloco de granito natural, com cerca de mais de dois metros de altura, que apresenta uma forma semelhante à de um cogumelo ou de um útero.
Esta rocha está associado um secular rito pagão de fertilidade, que consiste em: as raparigas em idade de contrair matrimónio, vão consultar a rocha (como se de um oráculo se tratasse), para saberem quanto tempo ainda falta para se efectivar o casamento.

Para esse efeito atiram para cima do menir, uma pedra. Se essa pedra não ficar em cima da rocha e cair ao solo, representa que têm de esperar mais um ano para o casamento. Esta consulta à rocha dos namorados, era feita geralmente na Segunda Feira de Páscoa.

Telheiro – Esta pequena localidade situada na freguesia de Monsaraz, tem como principais pontos turísticos a sua fonte datada do séc. XVIII bem como o Cromeleque de Xerêz que representa um dos mais interessantes exemplares do megalitismo em território Português. Pensa-se que este conjunto megalítico seja datado de cerca de inícios de 4.000 a.C. a 3.000 a.C., sendo constituído por 55 menires de cerca de 1,20 a 1,50 metros, alguns de configuração fálica, outros de forma almendrada, dispostos em torno do um grande Menir central de configuração fálica, com uns 4,50 metros de altura e cerca de 7 toneladas de peso.
Quando foram encontrados e classificados, e com vários estudos efectuados, procedeu-se à sua reconstituição, uma vez que os monólitos estavam dispersos devido a trabalhos agrícolas.
A nível de curiosidade um cromeleque é o conjunto de diversos menires agrupados em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculo ou mesmo sem ordem aparente.

São monumentos da pré-história, associados ao culto dos astros e da natureza, considerados um local de rituais religiosos e de encontro tribal.
Devido à subida das águas com a construção da Barragem do Alqueva, o cromeleque do Xerêz, teve de ser transferido da Herdade do Xerês de Baixo, onde se encontrava, para junto do Convento da Orada.
A construção deste convento teve início em 1700, tendo na altura ficado inacabado até ser finalmente inaugurado em 1741. Este Convento albergou até aos princípios do séc. XIX a Ordem dos Agostinhos Descalços.
Recuperado pela “Fundação Convento da Orada“ (orientada para a Salvaguarda do Património Arquitectónico, Cultural e Artístico) que aqui implementou uma escola, o Convento da Orada está também adaptado a Hotel Rural e conta igualmente com um Museu Arqueológico e diversas salas para exposição ou eventos.
Encontra-se fechado há alguns anos.

Monsaraz – O castelo de Monsaraz é suposto ter sido edificado por D. Dinis, em 1310, sobre uma estrutura defensiva já existente, que terá começado por um castro pré-histórico e mais tarde por construções romanas, visigóticas e árabes.
Na época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, no reinado de D. Afonso Henriques, este castelo foi conquistado mas voltaria a cair na mão dos muçulmanos, para só no reinado de D. Sancho II, em 1232, passar definitivamente para a posse portuguesa. Nesta reconquista participaram os Cavaleiros da Ordem do Templo, a quem D. Sancho II doou o castelo e seus domínios. Com a extinção desta Ordem, o castelo passou para a Ordem de Cristo e já no reinado de D. Dinis, foi construída a Torre de Menagem, que ainda hoje domina a paisagem. Durante a Guerra da Restauração, o castelo foi adaptado para as novas realidades da guerra, com a criação de suportes para a artilharia.
Hoje, está classificado como Monumento Nacional, é um miradouro privilegiado sobre a Barragem do Alqueva.
O castelo de Monsaraz desempenhou durante séculos o papel de posto de vigia do Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela. Foi sede do concelho até 1838, quando esta função passou para a freguesia de Reguengos.
A vila medieval de Monsaraz, protegida pelas suas muralhas é uma pequena povoação, com as suas ruas de xisto e as paredes caiadas de branco. Com ruas estreitas e repletas de recantos tem como pano de fundo uma vista deslumbrante sobre a paisagem alentejana e a albufeira de Alqueva.
De referir que além do artesanato oleiro de S. Pedro do Corval a região tem ainda o afamado fabrico das mantas de Reguengos, que remonta às próprias origens da vila.

Mourão – É uma bonita vila Alentejana, sede de município, situada na margem esquerda do imenso rio Guadiana, próxima da fronteira com Espanha, num local de grande beleza natural, onde reina a paz de espírito.
Sem grandes referências históricas até à reconquista Cristã da Península Ibérica, sabe-se que, após passar para o domínio Português, foi entregue à Ordem dos Hospitalários, e durante a Idade Média e na Guerra da Restauração foi palco de episódios violentos entre as forças Portuguesas e as Castelhanas.
Mourão orgulha-se dos seus monumentos e tradições, como é o caso do Castelo que encima a vila e a enobrece, mas também a barroca Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias (séculos XVII e XVIII).
Esta típica vila Alentejana prima pelos seus produtos regionais, como o artesanato, com peças em xisto, cestaria ou no muito tradicional Buínho.

Aldeia da Luz – No ano de 2002 foi inaugurada a Nova Aldeia da Luz, construída de raiz a dois quilómetros da antiga, que foi desmantelada e submersa pela albufeira de Alqueva.
A antiga Aldeia da Luz, cuja origem remontava ao período Paleolítico e Neolítico, foi considerada o impacto social mais significativo da construção da Barragem do Alqueva.

A Nova Aldeia foi construída com a preocupação da manutenção dos traços e bens patrimoniais anteriores, sendo também construído um Museu com vista a perpetuar a memória da antiga aldeia e suas gentes, com uma colecção etnográfica da Aldeia, peças arqueológicas, estando o museu dotado de uma sala de exposições temporárias.
A Aldeia está igualmente dotada de uma Praça de Touros, com a Igreja Paroquial do Sagrado Coração de Jesus, e uma réplica da Fonte Santa presente na antiga aldeia, que se dizia brotar águas milagrosas.

Póvoa de São Miguel – É uma aldeia pertencente ao concelho de Moura que fica localizada na margem esquerda do Guadiana a meio caminho da estrada que liga Moura a Mourão.
Localiza-se num ponto elevado de onde se consegue observar o Castelo de Monsaraz. Junto à aldeia passa a ribeira do Zebro que é hoje um braço de água da barragem do Alqueva.
À freguesia da Povoa de São Miguel pertence a aldeia da Estrela, aldeia completamente rodeada pela albufeira do Alqueva e que constitui um dos pontos de interesse turístico da região.
A origem desta povoação remonta pelo que se sabe aos finais do século XIV, na sequência da Lei das Sesmarias, publicada em 1375 por D. Fernando, e que tinha como objectivo fixar as pessoas aos campos.

Alqueva – A Barragem do Alqueva é a maior barragem de Portugal e o maior lago artificial da Europa, situada no rio Guadiana, contando com mais de 1.000 km de margens e dezenas de ilhas e ilhotas.
A construção desta grande Barragem teve como propósito o regadio para toda a zona do Alentejo, através de uma estratégica reserva de água, e a produção de energia eléctrica, com vista à rega eléctrica, bem como a oferta de outras actividades complementares.
A subida do nível das águas, em Fevereiro de 2002, ao encerrar as comportas da barragem, fez desaparecer um habitat único nas margens do Guadiana, composto por moinhos de submersão, açudes e mesmo gravuras paleolíticas ao ar livre.

Amieira – O nome “amieira ou amieiro” que significa “árvore frequente nas terras húmidas”, pode estar na origem do nome desta freguesia. A proximidade da água de vários ribeiros, e especialmente do rio Degebe, tornaria húmidas aquelas terras permitindo a abundância de vegetação própria, nas quais se incluiriam os amieiros. Esta designação natural poderá ter passado a identificar o lugar, juntamente com o nome atribuído à paróquia: Nossa Senhora das Neves da Amieira.

Portel – É uma vila localizada entre Évora e Beja, no coração do Alentejo com grande interesse histórico, pois garantiu a sua carta foral no século XIII. A vila está envolvida numa ampla área natural, onde se destacam essencialmente os seus recursos agro-pecuários.
Território marcado pela diversidade da paisagem dominada pelo montado. Portel fica entre a serra e a planície, onde o imponente castelo fundado no século XIII, domina o branco casario da vila, que é uma porta de acesso ao Alqueva, o maior lago artificial da Europa.
Devido à riqueza e diversidade da flora da Serra de Portel, com condições climatéricas favoráveis, o mel de Portel, possui características muito próprias, que lhe confere uma excelente qualidade, e crescente procura.
O seu castelo de origem árabe, foi construído a partir de uma fortaleza pré-existente, foi construído na sequência da doação da vila por D. Afonso III a D. João Peres de Aboim em 1261 por favores prestados, e sua amizade e fidelidade ao Rei.
No reinado de D. Dinis a zona do castelo foi objeto de grandes obras de renovação, a Torre de Menagem, foi a obra que mais se destacou deste feito, possui de altura 25 metros.
A Igreja Matriz de Portel, remonta ao ano de 1532, consagrada à Senhora da Alagoa, situa-se no largo do centro da Vila.
A Igreja da Misericórdia, datada de 1630, é uma obra seiscentista do reinado de D. João IV, situa-se à entrada para o castelo.

O Edifício dos Paços do Concelho remonta ao ano de 1646 obra edificada por D. João IV com devoção à Imaculada Conceição.
O edifício apresenta uma construção com dois pisos. No primeiro piso, situavam-se os Paços do Concelho, encontramos um contínuo de janelas de sacada. No piso inferior os vãos são marcados por grossa malha gradeada, reportando aos tempos da antiga carceragem e onde se situava igualmente o açougue público das carnes.
Em 1876 o edifício foi reconstruido. A cadeia estava instalada no edifício hoje já inexistente, a nascente da atual Casa do Município. Actualmente é a sede da Câmara Municipal de Portel.

Monte do Trigo – Em 1283 era a herdade de Monte-do-Trigo propriedade da coroa, data em que D. Dinis a trocou pela Vila de Alvito, ficando então na propriedade do Mosteiro da Trindade de Santarém. No século XV, parte deste reguengo, foi doado à Condessa de Faro.
Posteriormente toda a área passou a ser património do padroado da Casa de Bragança.
Desconhece-se a origem toponímica desta Freguesia embora algumas referências apontem como possível causa, as excelentes colheitas de cereais, especialmente trigo, que aquelas terras produziam. O próprio Santo padroeiro S. Julião, Bispo de Cuenca, está ligado a vários milagres relacionados com o “matar a fome aos pobres recebendo para o efeito trigo das mãos de Deus”.
A igreja primitiva de orago a S. Julião, “aparentemente de fundamentos quinhentistas, desapareceu por completo entre 1946/47, dando lugar ao actual templo, que se ergueu no mesmo sítio.”

São Manços – Esta vila fez parte do Morgado de São Manços instituído por Vasco Martins de Pavia e sua mulher Dona Maria Fernandes Cogominho. Segundo a lenda, terá sido no local onde se ergue a igreja paroquial desta freguesia que foi martirizado São Manços, que a tradição diz ter sido o primeiro Bispo de Évora.

FINAL (Regresso ao ponto de partida)

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