Rota dos Castelos

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Évora / Arraiolos / Évora Monte / Estremoz / Borba / Vila Viçosa / Alandroal / Redondo / Monsaraz / Valongo / FINAL (Regresso ao ponto de partida)
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Évora – O Castelo Velho remonta ao período romano-visigodo e depois mais tarde esteve sob o domínio árabe.
D. Afonso Henriques fez uma primeira conquista desta fortaleza, mas os muçulmanos voltaram a reconquista-la e só voltaria definitivamente às forças cristãs, numa segunda reconquista em 1165, pelo lendário, Geraldo Sem Pavor. Dividem-se as opiniões, sobre a realização de obras de ampliação das defesas de Évora, que poderão ter sido realizadas no reinado de D. Dinis, ou posteriormente no reinado de D. Afonso IV, que manteve a corte em Évora durante algum tempo, procedimento que foi seguido por outros monarcas posteriores. No século XVII, com a Guerra da Restauração, foi operada uma grande modernização, de que ainda hoje restam muralhas, torres e portas. Encontra-se classificada como Monumento Nacional, constituído com o restante património da cidade, um importante testemunho do passado, classificado como, Património Comum da Humanidade, pela UNESCO.

Arraiolos – O castelo de Arraiolos, tem como período aceite para a sua construção, o reinado de D. Dinis, por volta de 1310, sendo doado a D. Nuno Álvares Pereira, em 1387, que também recebeu o título de Conde de Arraiolos.No reinado de D, João IV, em plena época da Restauração da Independência, o castelo foi remodelado, mas algumas décadas depois estava ao abandono e o terramoto de 1755, completou a ruína que já apresentava. Depois de em 1910, ser classificado como Monumento Nacional, foram executadas obras de recuperação, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Situado num dos mais altos montes da região de Évora, caracteriza-se por estar envolvido por uma muralha de forma elíptica.

Évora Monte – O castelo de Évora Monte, só tem notícias da sua existência, através da reconquista cristã, por volta de 1160, no reinado de D. Afonso Henriques, pelas forças comandadas pelo lendário, Geraldo Sem Pavor. Teve foral em 1248. Foi domínio do condestável D. Nuno Alvares Pereira.
O terramoto, em 1531, leva à necessidade da sua reconstrução, as muralhas foram reforçadas e a sua estrutura seguiu a linha dos palácios acastelados do Renascimento, cujo projecto é atribuído aos arquitectos, Diogo e Francisco de Arruda.
Fez parte do património da Casa de Bragança e pertenceu ao concelho de Vimieiro até à sua extinção em 1846. Aqui se assinou, em 26 de Maio de 1834 a Convenção de Evoramonte, que pôs termo à guerra civil de 1832-34 travada entre absolutistas e liberais e definiu o exílio do ex. Infante D. Miguel.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi conquistada aos mouros pelas forças portuguesas comandadas pelo Lendário Geraldo Sem Pavor, por volta de 1160, ocasião em que o castelo terá tido início.

Estremoz (Castelo) – O castelo de Estremoz é datado do séc. XII.
O castelo de Estremoz passou definitivamente para o domínio português no reinado de D. Sancho II, depois de já ter estado na mão das forças cristãs e ter sido de novo tomado pelos árabes. Esta fortificação que já devia existir desde a ocupação romana da península, no reinado de D. Sancho II, teve obras de reconstrução, que foram continuadas com o reforço das defesas, nos reinados seguintes. Com D. Dinis, estes trabalhos deram também lugar à construção do Paço Real, onde em 1336, faleceu a Rainha Santa Isabel. Foi também, o Castelo de Estremoz, o quartel-general de, D. Nuno Álvares Pereira.
Segundo a tradição, terá sido junto a este castelo que se deu o milagre das rosas, quando a Rainha Santa Isabel, que distribuía esmolas, converteu as moedas em rosas, enganando o rei D. Dinis, que não a queria nessa tarefa de ajuda aos mais necessitados.
É ainda de assinalar o facto de nele ter falecido, em 1336, a rainha Santa Isabel.
Esta utilização, como aquartelamento de tropas, viria a verificar-se também durante a Guerra da Restauração, de onde as tropas partiram para diversas batalhas travadas nos anos que se seguiram à declaração de independência, em 1640.

Estremoz foi palco da reunião de cortes, nos reinados de D. João I e de D. Afonso V, e também já em 1497, D. Manuel entregou aqui, a Vasco da Gama, o comando da esquadra que o levou à Índia.
Em Agosto de 1698, o depósito de munições explodiu, arruinado uma grande parte do castelo, vindo a ser recuperado no reinado de D. João V, por volta de 1740, que, nestas obras, mandou construir uma Sala de Armas, dotando-a com um valioso recheio, saqueado durante as invasões francesas, em 1800. Classificado como Monumento Nacional, no início do século XX, recebeu intervenções que para além da fortaleza, requalificaram o antigo Paço Real, que agora funciona como pousada e criaram a Galeria de Desenho da Câmara de Estremoz.

Borba – O Castelo de Borba, já poderia existir no reinado de D. Afonso II, quando este reconquistou esta região aos árabes, em 1217, para o seu povoamento e defesa, o soberano doou estes domínios à Ordem de São Bento de Avis, determinando a construção do castelo, mas as referências a uma fortaleza apontam para o reinado de D. Dinis.
Foi um dos redutos importantes na Guerra da Restauração, registando-se em 1665, nas suas imediações, a batalha de Montes Claros, uma das decisivas para a causa portuguesa.
Com o terramoto de 1755, esta fortificação sofreu grandes transformações, ao longo dos anos desapareceu o fosso e as casas de habitação foram tapando as muralhas, esta expansão da malha urbana deu-se a partir do século XIX e acarretou a integração dos muros medievais no casario.
Chegaram até aos nossos dias alguns troços da muralha, duas portas (as chamadas Porta do Celeiro e a Porta de Estremoz) e a Torre de Menagem.

Vila Viçosa – Vila Viçosa foi ocupada sucessivamente pelos romanos e muçulmanos. É conquistada para o reino de Portugal em 1217, durante o reinado de D. Afonso II. No século XIV, D. Dinis manda erigir o Castelo de Vila Viçosa.
No reinado de D. Fernando I, o castelo é objecto de melhoramentos e passa a pertencer, depois da crise de 1383 a 1385, a D. Nuno Álvares Pereira, por doação do rei D. João I, como recompensa pelos serviços prestados. Em 1422, os novos donos, os duques de Bragança, mandam construir um paço no castelo.
Em 1461 Vila Viçosa passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, Jaime I de Bragança foi convidado a regressar à corte por D. Manuel I, sendo-lhe restituídos os títulos e as terras do ducado. Em 1502 com o início da construção do Paço Ducal de Vila Viçosa, Vila Viçosa tornou-se a sede do Ducado de Bragança. Em 1512, Vila Viçosa recebe o foral de D. Manuel I.
Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640, um grupo de conspiradores convenceu o então João II, Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, tornando-se a 1 de Dezembro de 1640, D. João IV (1640-1656) dando início à Dinastia de Bragança. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias.
Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa.

Alandroal – O Alandroal foi fundado em 1298, no reinado de D. Diniz, por D. Lourenço Afonso, Mestre de Avis, segundo uma inscrição que se mantém na Torre de Menagem e elevado à categoria de vila em 1486, por uma Carta de Foral atribuída por D. João II.
No Castelo de Alandroal, destacam-se a porta flanqueada por torres e um arco em ferradura, de mármore da região. Há poucas informações sobre esta fortificação, que em 1910 quando foi classificada como Monumento Nacional, se encontrava muito arruinada, tendo beneficiado de obras de restauro a meio do século XX.

Terena – Os dados conhecidos não permitem situar no tempo, a construção do castelo de Terena, se por um lado a povoação já existia no reinado de D. Afonso III, que lhe concedeu foral em 1262, as referências a esta construção, só aparecem no reinado de D. Fernando, em 1380. No reinado de D. João I, no início do século XV, terão sido feitas obras de modernização, mas há quem considere que terá sido este rei, o responsável pela sua edificação, com a sua entrega à Ordem de Avis. No reinado de D. Manuel I, no século XVI, é remodelada a Torre de Menagem e construído o paço de alcaides. O terramoto de 1755, abalou bastante as suas estruturas, mas só no século XX, foi objecto de intervenções.

Monsaraz – O castelo de Monsaraz é suposto ter sido edificado por D. Dinis, em 1310, sobre uma estrutura defensiva já existente, que terá começado por um castro pré-histórico e mais tarde por construções romanas, visigóticas e árabes. Na época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, no reinado de D. Afonso Henriques, este castelo foi conquistado mas voltaria a cair na mão dos muçulmanos, para só no reinado de D. Sancho II, em 1232, passar definitivamente para a posse portuguesa. Nesta reconquista participaram os Cavaleiros da Ordem do Templo, a quem D. Sancho II doou o castelo e seus domínios. Com a extinção desta Ordem, o castelo passou para a Ordem de Cristo e já no reinado de D. Dinis, foi construída a Torre de Menagem, que ainda hoje domina a paisagem. Durante a Guerra da Restauração, o castelo foi adaptado para as novas realidades da guerra, com a criação de suportes para a artilharia.
Hoje, está classificado como Monumento Nacional, é um miradouro privilegiado sobre a Barragem do Alqueva.

Valongo – De origem muçulmana, o castelo de Valongo terá sido conquistado na sequência das campanhas de reconquista cristã da Península Ibérica, depois da tomada de Évora em 1165. No século XV, esta fortificação foi reconstruída, atribuindo-se a essa época a construção da Torre de Menagem.

Redondo – Segundo a lenda, a fundação da vila está relacionada com o penedo redondo que existiu no primitivo amuramento medieval. A sua formação administrativa deve-se a D. Afonso III, que segundo alguns historiadores lhe concedeu foral em 1250. Foi fortificada por D. Dinis que lhe outorgou carta foralenga de 1318, desse castelo restam ainda seis torres, duas das quais defendem a porta conhecida por, Porta da Ravessa.

FINAL (Regresso ao ponto de partida)

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