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Rota Por Águas do Alentejo

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São Manços / Portel / Amieira / Passeio de Barco / São Marcos do Campo / Reguengos de Monsaraz / Monsaraz / Telheiro / São Pedro do Corval / Reguengos de Monsaraz / Vendinha / Évora
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São Manços – Esta vila fez parte do Morgado de São Manços instituído por Vasco Martins de Pavia e sua mulher Dona Maria Fernandes Cogominho. Segundo a lenda, terá sido no local onde se ergue a igreja paroquial desta freguesia que foi martirizado São Manços, que a tradição diz ter sido o primeiro Bispo de Évora.

Monte do Trigo – Em 1283 era a herdade de Monte-do-Trigo propriedade da coroa, data em que D. Dinis a trocou pela Vila de Alvito, ficando então na propriedade do Mosteiro da Trindade de Santarém. No século XV, parte deste reguengo, foi doado à Condessa de Faro.
Posteriormente toda a área passou a ser património do padroado da Casa de Bragança.
Desconhece-se a origem toponímica desta Freguesia embora algumas referências apontem como possível causa, as excelentes colheitas de cereais, especialmente trigo, que aquelas terras produziam. O próprio Santo padroeiro S. Julião, Bispo de Cuenca, está ligado a vários milagres relacionados com o “matar a fome aos pobres recebendo para o efeito trigo das mãos de Deus”.
A igreja primitiva de orago a S. Julião, “aparentemente de fundamentos quinhentistas, desapareceu por completo entre 1946/47, dando lugar ao actual templo, que se ergueu no mesmo sítio.”

Marina da Amieira – Passeio de barco – A Barragem do Alqueva é a maior barragem de Portugal e o maior lago artificial da Europa, situada no rio Guadiana, contando com mais de 1.000 km de margens e dezenas de ilhas e ilhotas.
A construção desta grande Barragem teve como propósito o regadio para toda a zona do Alentejo, através de uma estratégica reserva de água, e a produção de energia eléctrica, com vista à rega eléctrica, bem como a oferta de outras actividades complementares.
A subida do nível das águas, em Fevereiro de 2002, ao encerrar as comportas da barragem, fez desaparecer um habitat único nas margens do Guadiana, composto por moinhos de submersão, açudes e mesmo gravuras paleolíticas ao ar livre.

São Marcos do Campo – Esta Vila foi edificada no séc. XIII.
A Igreja paroquial de São Marcos do Campo foi construída no século XVI, havendo referências à mesma no ano de 1534. No século XVIII foi totalmente remodelada tendo sido ampliado o corpo da nave. Foi nos séculos XVII e XVIII Comenda da Ordem de Cristo.
Nesta localidade nasceu o cavaleiro tauromáquico José Mestre Baptista. O Município de Reguengos de Monsaraz dedicou-lhe homenagem abrindo um Museu Tauromáquico no antigo posto do turismo em Reguengos de Monsaraz.

Reguengos de Monsaraz – Cidade Alentejana, sede de um concelho marcadamente agrícola, sendo célebre sobretudo pela qualidade do vinho produzido nesta região.monsaraz-2
A história de Reguengos de Monsaraz confunde-se com a de Monsaraz, uma das aldeias mais importantes do concelho, e das mais bonitas do Alentejo e do País. Esta é uma região de antiga ocupação humana, e nos seus limites encontram-se inúmeros vestígios Paleolíticos que confirmam e existência de culturas de outro tempo. Posteriormente pela região habitaram romanos, visigodos e muçulmanos, tendo sido conquistada aos mouros, em 1167, pelo Rei D. Afonso Henriques.
A natureza circundante é o maior chamariz de Reguengos de Monsaraz, com a paz de espírito característica do Alentejo, existindo, não obstante, diversos pontos de interesse nesta bonita região, como a Igreja de Santo António (século XIX, em estilo neogótico), ou a Herdade do Esporão, e todo o património megalítico encontrado por todo o concelho.
As vinhas circundantes produzem vinhos célebres de grande qualidade, embora a tradição da vinha e de vinho tenha apenas surgido a partir do século XIX (até então as actividade económica centrava-se mais na tecelagem). De salientar ainda a Igreja Matriz de Santo António com as suas raízes históricas que remontam ao ano de 1887. O projecto foi encomendado ao ilustre arquiteto António José Dias da Silva, autor da Praça de Touros do Campo Pequeno (em Lisboa), que traçou o edifício com o espírito romântico da época gótica-manuelina. Em substituição da antiga ermida de Santo António e continuando a professar ao mesmo santo, a primeira pedra viria a ser lançada no dia 27 de outubro de 1887. No dia 25 de agosto de 1912 procedeu-se, finalmente, à sua inauguração.

São Pedro do Corval – É sobejamente conhecida pelo primeiro centro oleiro do País. De facto, aqui se encontra a maior concentração de artesãos do barro de todo o País, possuindo actualmente cerca de 35 olarias.
Para além da olaria, também o vinho e a agricultura são fonte de ocupação dos habitantes de São Pedro do Corval e arredores.
À saída de São Pedro do Corval encontra-se o menir da Rocha dos Namorados constituído por um bloco de granito natural, com cerca de mais de dois metros de altura, que apresenta uma forma semelhante à de um cogumelo ou de um útero.
Esta rocha está associado um secular rito pagão de fertilidade, que consiste em: as raparigas em idade de contrair matrimónio, vão consultar a rocha (como se de um oráculo se tratasse), para saberem quanto tempo ainda falta para se efectivar o casamento.
Para esse efeito atiram para cima do menir, uma pedra. Se essa pedra não ficar em cima da rocha e cair ao solo, representa que têm de esperar mais um ano para o casamento. Esta consulta à rocha dos namorados, era feita geralmente na Segunda Feira de Páscoa.

Telheiro – Esta pequena localidade situada na freguesia de Monsaraz, tem como principais pontos turísticos a sua fonte datada do séc. XVIII bem como o Cromeleque de Xerêz que representa um dos mais interessantes exemplares do megalitismo em território Português.
Pensa-se que este conjunto megalítico seja datado de cerca de inícios de 4.000 a.C. a 3.000 a.C., sendo constituído por 55 menires de cerca de 1,20 a 1,50 metros, alguns de configuração fálica, outros de forma almendrada, dispostos em torno do um grande Menir central de configuração fálica, com uns 4,50 metros de altura e cerca de 7 toneladas de peso.
Quando foram encontrados e classificados, e com vários estudos efectuados, procedeu-se à sua reconstituição, uma vez que os monólitos estavam dispersos devido a trabalhos agrícolas.
A nível de curiosidade um cromeleque é o conjunto de diversos menires agrupados em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculo ou mesmo sem ordem aparente.
São monumentos da pré-história, associados ao culto dos astros e da natureza, considerados um local de rituais religiosos e de encontro tribal.
Devido à subida das águas com a construção da Barragem do Alqueva, o cromeleque do Xerêz, teve de ser transferido da Herdade do Xerês de Baixo, onde se encontrava, para junto do Convento da Orada.
A construção deste convento teve início em 1700, tendo na altura ficado inacabado até ser finalmente inaugurado em 1741.
Este Convento albergou até aos princípios do séc. XIX a Ordem dos Agostinhos Descalços.
Recuperado pela “Fundação Convento da Orada“ (orientada para a Salvaguarda do Património Arquitectónico, Cultural e Artístico) que aqui implementou uma escola, o Convento da Orada está também adaptado a Hotel Rural e conta igualmente com um Museu Arqueológico e diversas salas para exposição ou eventos.
Encontra-se fechado há alguns anos.

Monsaraz – O castelo de Monsaraz é suposto ter sido edificado por D. Dinis, em 1310, sobre uma estrutura defensiva já existente, que terá começado por um castro pré-histórico e mais tarde por construções romanas, visigóticas e árabes.
Na época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, no reinado de D. Afonso Henriques, este castelo foi conquistado mas voltaria a cair na mão dos muçulmanos, para só no reinado de D. Sancho II, em 1232, passar definitivamente para a posse portuguesa. Nesta reconquista participaram os Cavaleiros da Ordem do Templo, a quem D. Sancho II doou o castelo e seus domínios. Com a extinção desta Ordem, o castelo passou para a Ordem de Cristo e já no reinado de D. Dinis, foi construída a Torre de Menagem, que ainda hoje domina a paisagem. Durante a Guerra da Restauração, o castelo foi adaptado para as novas realidades da guerra, com a criação de suportes para a artilharia.
Hoje, está classificado como Monumento Nacional, é um miradouro privilegiado sobre a Barragem do Alqueva. O castelo de Monsaraz desempenhou durante séculos o papel de posto de vigia do Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela. Foi sede do concelho até 1838, quando esta função passou para a freguesia de Reguengos.
A vila medieval de Monsaraz, protegida pelas suas muralhas é uma pequena povoação, com as suas ruas de xisto e as paredes caiadas de branco. Com ruas estreitas e repletas de recantos tem como pano de fundo uma vista deslumbrante sobre a paisagem alentejana e a albufeira de Alqueva.
De referir que além do artesanato oleiro de S. Pedro do Corval a região tem ainda o afamado fabrico das mantas de Reguengos, que remonta às próprias origens da vila.

Vendinha – Pertence à freguesia de S. Vicente do Pigeiro que, por sua vez, pertence ao concelho e ao distrito de Évora.
Vendinha é a localidade sede de freguesia. Do seu património cultural destacam-se a igreja Matriz e a capela da Vendinha, dois cruzeiros, antas e o Palácio dos Cogominhos.

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